“O termo laser é um acrônimo da expressão em inglês Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, que significa luz amplificada com a emissão estimulada de radiação. Como características físicas, a luz do laser é uma radiação eletromagnética, unidirecional e monocromática, capaz de transmitir pacotes de energia denominados fótons¹.
Sabe-se que a LBI tem se mostrado um recurso terapêutico amplamente utilizado na prática clínica e apresenta uma gama de efeitos nos tecidos vivos, como melhoria da qualidade da cicatrização; estímulo à microcirculação e efeitos anti-inflamatórios, antiedematosos, analgésicos e no controle de infecções2.
No que se refere à aplicabilidade da laserterapia no controle das infecções, ressalta-se sua capacidade de promover destruição das bactérias e fungos, por meio da transferência de elétrons, levando à produção de radicais livres por transferência de energia ao oxigênio, induzindo à produção de uma molécula reativa, denominada oxigênio singlete, radical livre que promove a morte dos micro-organismos, condição que pode ser potencializada quando
utilizada a terapia fotodinâmica (TFD)3.
A TFD compreende a aplicação de fotossensibilizador, corante não tóxico, em conjunto com a laserterapia seletiva de uma lesão-alvo (fungos e bactérias), objetivando proporcionar fotolesão oxidativa localizada. O laser ativa os fotossensibilizantes, transferindo energia ao oxigênio molecular e, como resultado dessa combinação, ocorre a morte imediata do micro-organismo4,5.
Destaca-se o fato de a LBI com TFD não apresentar potencial de interação entre drogas e não produzir toxicidade renal e hepática, além de exigir menor tempo de tratamento, ter baixa ocorrência de efeitos adversos locais e ausência de efeitos adversos sistêmicos, o que a torna elegível para pacientes com doenças crônicas, como o diabetes9.
Nesse cenário, a LBI com TFD é considerada uma possibilidade terapêutica relevante para o tratamento da onicomicose, apresentando excelentes resultados no tratamento destas e de outras infecções5 .
A LBI com TFD é eficaz na inativação dos fungos. Em estudo realizado utilizando LBI com comprimento de onda 660nm e corante azul de metileno, evidenciou-se a inativação das espécies de leveduras pertencentes ao gênero Candida. A TFD é uma técnica que pode suprir falhas encontradas no tratamento convencional da onicomicose9. Soma-se o fato de ser um tratamento alternativo bem tolerado e que pode obter taxas de cura significativas para pacientes que têm contraindicações aos medicamentos orais ou medicamentos padrão que falharam5.
Ressalta-se que a utilização da LBI por enfermeiros é uma atividade regulamentada pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) por meio dos pareceres Cofen 114/2021 e 013/2018 e amplamente utilizada, principalmente na podiatria clínica que é uma especialidade recente da enfermagem, voltada para o cuidado dos membros inferiores, no
âmbito da promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, que, para tal, vale-se dos benefícios da fotobiomodulação produzida pela LBI como terapia antimicrobiana tópica complementar.” (Artigo na íntegra: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2023/02/1400045/e64955-laserterapia-de-baixa-intensidade-diagramado-port.pdf )





